Bom dia, caríssimos amigos plagiadores, saqueadores de idéias, destruidores de cultura e de lares, hereges, feiticeiros cibernéticos e malfeitores digitais, subversivos políticos e fanáticos por destruição despropositada!!!

Eu estou aqui, neste calor, me fodendo pra amarrar os finalmentes do meu TCC… bom, pelo menos não tenho que escrevê-lo ainda! Mas resolvi dar uma relaxada e passear pelo território do adversário, do antagonista, dos intelectuais e advogados dos direitos autorais.

É triste a noção que as pessoas têm de si mesmas, como produtoras de conteúdo “original”. Só porque conseguiram escrever um textinho qualquer que tiraram “da sua própria cabeça”, já estão preocupados em garantir a proteção e reter a propagação sem créditos de seu material autoral.

É triste? Um pouco – mas não deixa de ser muito engraçado. Tem de tudo: imagens de protesto anti-plágio pra copiar no seu blog (não é muito ORIGINAL, não é mesmo???), scripts pra impedir que o usuário selecione ou copie o texto da página (quanta ingenuidade!!), manifestos desesperados e textos revoltados contra os sacrílegos plagiadores. Reclamam que seu material está aparecendo em sites ordinários e sem critérios.

Essas pessoas parecem ter uma concepção genial do ser humano, como se cada indivíduo fosse um turbilhão de idéias inéditas, separado do resto – ignoram completamente a antiquíssima tradição de se aprender com os mestres e as próprias raízes do hipertexto. Mas como eu não gostaria de me divertir sozinho, vamos conhecer um pouco melhor estes arautos da originalidade, que pretendem criar na Internet (e, depois, no mundo, cuidado!) um bastião de credibilidade.

Uma árdua e contraditória batalha… pois se esses conteúdos todos fossem tão originais, haveria tanta necessidade de assegurar seus direitos autorais de imutabilidade? Vale a pena lutar tanto para que todos saibam que foi você quem escreveu meia dúzia de parágrafos medianos? Aos interessados, as armas.

Para os interessados: a maioria do conteúdo deste blog e site são “originais”, porém estão abertos para vocês fazerem o que bem entenderem. Experimentem e descobrirão: plagiar pode ser um ato altamente criativo e elaborado. Não precisamos inventar a roda todo santo dia. Abraços.