olá, meu nome é

Rafael

nasci há 25 anos e vivo em São José dos Campos - Vale do Paraíba

lagoa do CTA joão de barro no fio hangar do aeroporto capivara atravessando a rua torres de iluminação para aviões

atualmente sou

um admirador

me sinto VIVO

MEU OFÍCIO

ARTES VISUAIS: desde o início de minha trajetória artística me dediquei muito mais às artes gráficas (desenhos, impressos, fotocópias etc). foi o caminho mais natural a se seguir já que minhas principais referências quando comecei a desenhar eram quadrinistas como Robert Crumb, Lourenço Mutarelli, Rick Griffin e Daniel Clowes. depois vim a conhecer a tradição brasileira dentro da técnica da xilogravura e artistas como Gilvan Samico, J. Borges e Goeldi, o que me levou a buscar um outro tipo de trato nas imagens, menos controlado e mais determinado pela madeira bruta. meus experimentos com cores foram quase totalmente inspirados por Van Gogh, gravuristas japoneses e pelos meus amigos Oséias Ferreira e Daniel Ribeiro.

outro fato que determinou os rumos do meu processo criativo foi uma frase dita na hora certa. eu estava desenhando num banco da faculdade quando um colega veio ver o que eu estava fazendo; era um rascunho a lápis. ele disse: "você vai desenhar tudo isso a lápis pra depois apagar tudo?". essa frase teve o efeito de um colapso na minha mente, e eu nunca mais fiz um rascunho sequer; sempre faço a imagem direto e não apago nada (mas deixo vários desenhos de lado). quase nunca sei o que vai sair, dando espaço às imagens do inconsciente, sonhos e às vezes "auto-retratos" do meu estado interior.

a internet e eu

comecei a mexer com websites no fim dos anos 90; na 7a série eu tinha um site sobre quadrinhos e desenhos animados. nessa época a internet era uma espécie de terra-sem-lei e as coisas eram extremamente difíceis de encontrar, não havia Google, etc. aprendi a fazer sites com um programa que baixava sites inteiros da Internet; eu fazia download dos sites e depois lia o código fonte (usando o glorioso Netscape Composer para fazer pequenas alterações e conferir os resultados). meu site era uma "colcha de retalhos" de códigos de diversos sites, provocando o ódio de outros webdesigners que também haviam copiado seus códigos de outros sites menos conhecidos, e por aí vai.

essa experiência me fez descobrir o valor do plágio, uma prática que permite beber diretamente da fonte e aprender mais rapidamente, eliminando etapas importantes como estudos, introduções conceituais, dedicação e trabalho honesto. meu trabalho de graduação em Artes Visuais foi diretamente relacionado a isso, onde, entre outras coisas, comparei os livros 1984 (George Orwell) e Nós (Eugene Zamiatin) - um dos mais bem sucedidos casos de plágio da história literária, simplesmente porque quase ninguém sabe que Orwell plagiou a obra russa de 20 anos antes. publiquei esses textos numa revista chamada GRANDESOVOSNEGROS cuja versão online é um blog (mas estou trabalhando numa adaptação eletrônica): http://blog.dedos.info

hoje deixei de o plágio de lado (a não ser em casos muito específicos) e me dediquei ao estudo sério do webdesign; atualmente estou cursando a pós-graduação em Engenharia de Produção, o que tem feito surgir em mim uma nova forma de pensar e conceber websites e sistemas em geral. tenho ganhado meu sustento com o webdesign, mas todos os meus esforços e planos para o futuro vão no sentido de um dia eu poder viver apenas da arte, vendendo meus trabalhos e nada mais.

sobre este site

criei o site dedos.info em 2008 no intuito de criar um portfolio diferenciado dos sites onde eu já publicava meus trabalhos. no entanto, a construção inicial do site continuava dentro do convencional, uma estrutura com menus, cabeçalhos, descrições etc. foi quando, durante a matéria de Mídia que eu cursava na UNESP em São Paulo, meu professor Agnus Valente sugeriu que eu abandonasse o esquema no qual eu estava tentando trabalhar e começasse um site completamente experimental, compatível com a poética do meu trabalho visual. foi então que montei a versão 1.0 do site, mesclando gráficos de videogames de 8 e 16 bits com minhas próprias imagens. OU SEJA, se você teve sua integridade moral comprometida pelo conteúdo desse site, a culpa é do Agnus.

montar o site nestes moldes foi extremamente prazeroso e comecei a ir fundo no experimentalismo, dando luz à versão DOIS, esta sendo muito mais caótica e sem nenhum tipo de auxílio ao visitante, com áreas secretas e links ocultos, inspirados nos segredos e truques dos videogames. pelas estatísticas do site eu percebi que a maioria dos visitantes não chegou nem perto de encontrar a maior parte do conteúdo do site novo, mas resolvi correr este risco de qualquer maneira, e aceitar este fato como uma característica da linha poética que resolvi seguir.

a versão atual do site tenta trazer o melhor dos dois mundos: o experimental, sensório e o padrão, descritivo - gostaria que os visitantes usem um certo senso de exploração porém com algum tipo de referência. outra diferença significativa é o fato de eu assumir a autoria do site; sempre procurei deixá-lo como um espaço anônimo, sem nenhum tipo de informação explícita. agora com a necessidade de me firmar como um artista que possa ter seu trabalho reconhecido (e vendido), o momento é propício para assumir a responsabilidade pelo meu trabalho e responder por ele.