A arte não é verdadeira criação e fundação senão quando cria e funda lá onde as mitologias têm seu próprio fundamento último e sua própria origem.
Para poder assumir o significado da própria época a questão é, portanto, chegar à própria mitologia individual, no ponto em que ela consegue identificar-se com a mitologia universal.
A dificuldade está em liberar-se dos fatos estranhos, dos gestos inúteis: fatos e gestos que poluem a arte usual de nossos dias, e que por vezes são tão evidenciados que chegam ao ponto de se transformar em emblemas de modos artísticos. O crivo que permitetal separação entre o autêntico e a escória, que nos leva a descobrir, em uma sequencia incompreensível e irracional de imagens, um complexo de significados coerentes e ordenado é o processo de auto-análise. É através dele que nos reconectamos a nossas origens, eliminando todos os gestos inúteis Ler o resto





