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O que é um artista? Parte um: assine a linha pontilhada

27 Feb 2014 | publicado por dedos | Comente

Outro dia circulou na linha do tempo do meu Facebook um link onde a crítica de arte Avelina Lésper, conhecida no meio artístico como quem?, “destrói” a arte contemporânea, lançando acusações de toda a sorte contra o que seria uma farsa, um esquema no estilo “o rei está nu” onde artistas e público fingem que algo está acontecendo, mas na verdade trata-se de um grande vazio feito para movimentar milhões de euros. Você pode lê-lo aqui, o título é: A Arte Contemporânea é uma Farsa. Na seção de comentários, como é usual, os visitantes adotam a posição a favor ou contra o discurso da artista frustrada crítica. Aparentemente, ainda não aprendemos a ler a mídia como ela merece. 

Alguém assiste o Jornal Nacional; um ônibus caiu de uma ponte, pessoas morreram. O telespectador pensa: “um ônibus caiu da ponte”, mas ele deveria interpretar da seguinte maneira: “William Bonner quer que eu fique sabendo que um ônibus caiu da ponte”. Faz toda a diferença, e se você fizer isso quando estiver devorando gorduras trans diante do Deus TV, não conseguirá mais ver televisão, ou tanta televisão, mas você não quer pensar sobre isso, está tudo bem também. Voltando ao texto onde a crítica de arte “desmascara” as mentiras da arte contemporânea e o público se posiciona contra ou a favor.

Se você visitar o link verá que se trata de um recorte de várias afirmações, uma colcha de retalhos onde os trechos desmerecedores da arte contemporânea foram retirados de seu contexto, e em vez de pensar o editor do site selecionou as seguintes falas de Avelina Lésper você pensou: Avelina Lésper disse isso. E aí você saiu correndo em defesa ou ao ataque, concordando ou discordando, de acordo com sua compreensão de arte contemporânea.

Alguém que não concordou com o texto comentou: toda generalização é burra. Você pode parecer muito inteligente e imparcial dizendo isso; mas o fato é que essa frase também é uma generalização e, além disso, é uma mentira. Se eu digo: “todos os planetas estão rodeados por vácuo”, eu estou generalizando, mas estou falando de um fato verificável. Vamos procurar, juntos, algum fato verificável sobre arte contemporânea? Difícil, não? 

Eu tenho um palpite inicial. Se algo é chamado de  obra de arte, deve ser ter sido feito por um artista. Artistas fazem arte. É o que esperamos de um artista, correto? Será? Mesmo que seja mentira que artistas fazem arte, vivamos essa mística por alguns momentos e façamos a pergunta: o que é um artista? Se a arte contemporânea é mesmo uma farsa, é necessário que se faça essa investigação, para desmascarar esses farsantes, os artistas. Vamos voltar um pouco no tempo… de fato, vamos voltar bastante:

2-Lascaux Cave Drawing

se a palavra ARTE RUPESTRE te veio à cabeça, parabéns, você foi enganado

A pessoa que pintou esses auroques na parede da caverna de Lascaux é um artista?

Observe essa imagem; artista ou não, sem dúvida, tratava-se de alguém com uma excelente visão. Uma pessoa que observou muitos auroques, e prestou atenção neles. Se você procurar por representações mais modernas de auroques, verá que essa pintura representa muito bem, e com certa “naturalidade”, as proporções e o porte desses animais agora extintos. As figuras ao fundo – meio borradas, indefinidas – nos permitem imaginar um espaço ampliado, com outros animais ao fundo, circulando… mas pare, agora, com essas interpretações – isto não é uma obra de arte, a despeito de sua beleza misteriosa.

Ou você acha que nossos ancestrais das cavernas se aglomeravam em torno dessas imagens para discutir conceitos estéticos? Esse tipo de imagem guarda uma função ritual, de afastamento. Sim, provavelmente, nossos ancestrais se juntavam para olhar para essas pinturas. Observar essa imagem era importante para compreender a natureza na qual estavam imersos e que desafiava, diariamente, a sobrevivência da espécie. Fixar a imagem de um auroque em uma parede permitia meditar sobre esse animal; conceber formas de identificá-lo, atraí-lo, abatê-lo.

Você acha isso estranho? Nós fazemos isso até hoje, e cada vez mais. Você vai a algum lugar desconhecido – antes, você olha para mapas, pode até dar um rolê de street view antes de ir para o lugar de fato. Vai conhecer alguém? Veja seu perfil em alguma rede social antes. Algumas pessoas tentarão lhe dizer que nosso comportamento está sendo modificado pela Internet, mas nós fazemos isso desde sempre! Eu gosto muito dessa citação do livro Typecasting, de Ewen & Ewen (a tradução é minha):

Nós somos informados sobre o mundo antes que o vejamos. Nós imaginamos a maioria das coisas antes de as experienciarmos. E essas pré-concepções, a não ser que a educação nos tenha tornado extremamente atentos, governam profundamente todo o processo da percepção. Elas [as pré-concepções] demarcam certos objetos como familiares ou estranhos, enfatizando a diferença, para que o vagamente familiar seja visto como muito familiar, e o levemente estranho seja percebido como completamente alienígena.

Por isso considero o termo arte rupestre um tanto quanto enganador – pode dar a entender de que se trata de arte (como a entendemos hoje), só que feita em outra época, o que é mentira. Uma mentira muito bonita, mas uma mentira como qualquer outra. Você vê uma imagem pintada na parede: isto deve ser arte! Pare com isso. Em algum momento do texto, vou retomar o raciocínio deste ponto; vamos avançar um pouquinho no tempo histórico e olhar para outra imagem agora.

egito

“eu adoro arte egípcia” -> cale-se, já era pra você ter aprendido na imagem anterior

Adivinhe: a imagem acima não é arte – não como nós entendemos a arte hoje. Ou pelo menos como nós a entendemos neste texto. Estamos considerando arte aquilo que é feito por artistas; no Egito, não existia classe artística. “Mas e os artesãos?!” - exatamente, artesãos. Os escribas e os sacerdotes estão acima deles na pirâmide social, e são estes que vão determinar o que o artesão irá fazer. Pela lógica da arte contemporânea, pela lógica do projeto - como eu detesto essa palavra – os escribas estão mais próximos dos nossos artistas contemporâneos que os artesãos.

As imagens encontradas nas pirâmides não pedem para ser lidas como nós acostumamos a ler nossas obras de arte; não foram criadas para serem apreciadas esteticamente. As pinturas nas pirâmides, assim como as das cavernas, serviam também como guias espirituais e sociais; eram um modo de organizar determinadas condutas e estruturas sociais e rituais. Muitos dos símbolos eram utilizados para proteção e afastamento de espíritos malignos. Você, egípcio antigo, quer saber o que acontece depois da morte de seu corpo físico? Ou entender o que você pode desejar, ou não, de acordo com seu posicionamento social? Quer tirar o olho gordo do filho bastardo do sacerdote que quer usurpar o seu trono? Essas pinturas poderão lhe ajudar.

O que quero mostrar é que a criação de imagens, em suas origens, foi utilizada pelo ser humana como guia e referência para um mundo misterioso. Um dia passa muito rápido; as nuvens se alteram o tempo todo, o Sol nasce e depois se põe, animais vêm e vão, as plantas têm seu ciclo de vida: como compreender tudo isso? Como organizar os elementos de modo a tornar a vida menos imprevisível? Afinal, quero ter o que comer todos os dias e, se possível, acordar com todos os membros do corpo intactos. E se eu puder conduzir uma vida que não me leve para um inferno pós-morte, porque não?

Imagens eram utilizadas, mesmo que de forma inconsciente, principalmente com esse fim: um modo de se obter um distanciamento dos fatos, para compreender a natureza, para domar o destino, para criar algo cognoscível etc. Dessa maneira, os criadores de imagens desempenhavam uma função social importantíssima e, de certa forma, tinham uma espécie de poder nas mãos, poder contra o qual Platão viria a se insurgir posteriormente. Platão entendeu o quanto somos suscetíveis a imagens, e advertiu: as imagens poderiam induzir a pessoa humana a um mundo de ilusões, e os criadores de imagens poderiam utilizá-las para manipular a realidade. Parece muito contemporâneo? Segure este pensamento um pouquinho, voltaremos a ele. Vamos pular no tempo mais uma vez; só que dessa vez vamos diretamente ao século XVII:

guide-dominicans

O que essa imagem pode ter a ver com as anteriores? “Os chapéus dos bispos parecem com os dos faraós”… Por favor, pare com isso. Não comece a procurar semelhanças nas imagens, o segredo reside no porque elas foram criadas.

No século XVII a ciência estava dando alguns passos, nada muito importante, bobagens como a energia elétrica e a lei da gravitação universal, o telescópio e o microscópio… Uma visão de mundo obscurantista, oferecida como realidade há séculos pela Igreja Católica, estava sendo desafiada. No século XVII Galileu foi queimado na fogueira, inclusive. A inquisição sabia dar um jeitinho quando o perigo era muito grande – o fogo não deixa muito espaço para dúvidas e questionamentos, principalmente quando você está amarrado numa estaca sendo consumido pelas chamas. Mas a Igreja possuía outros métodos para desencorajar as pessoas de fazerem perguntas indesejáveis, e a pintura era um deles.

Observe a imagem. Quanto mais eu observo, mais eu gosto dessa imagem. No plano físico, religiosos oram, discutem, estão atormentados por questões mundanas, olham para o céu em busca de auxílio. Normal – os religiosos fazem isso até hoje. O curioso é que no plano celestial, eles também estão lá, discutindo as escrituras, com seus enormes e pesados livros. O próprio plano celestial carece de discussões, esclarecimentos, luz: tamanho é o poder destrutivo da ciência, se até nas hostes divinas as escrituras precisam ser vistas e revistas. Mas podemos ficar tranquilos, pois a religião é ela própria concebida e trazida do plano celestial – os bispos estão lá no céu discutindo, certo? E, num plano divinal, acima do celestial, uma imagem curiosa: os santos estão ali sentados, quase alheios ao que se passa abaixo deles, não olham para baixo (o divino é imutável).

O primeiro ponto em comum das 3 imagens é o distanciamento - um evento é congelado para que possamos contemplar com mais atenção (repare que o evento mais “verossímil” entre os 3 é justamente a pintura das cavernas).

O segundo ponto é a função ritual das imagens – uma ponte de acesso para uma realidade além da compreensão humana. Auroques são imprevisíveis e selvagens; no mundo egípcio dos espíritos há códigos e símbolos importantes para guiar os neófitos em sua jornada; o paraíso dos católicos está sob ameaça e clama por fé, devoção…

Agora, o terceiro e mais importante ponto – mais importante para o que quero defender nesse texto – é o seguinte aspecto: as três imagens são anônimas. Você reparou? Em nenhuma das três imagens, sabemos quem foi a pessoa que as criou. “Devem ter esquecido de assinar”. Meu deus, nem comece com isso.

Urgh-da-orelha-cortada pode sim ter pintado aquele auroque, Tutmés Radagacuca pode estar hoje voando pelo plano astral, orgulhoso de seus hieróglifos milenares, e o pintor da cena cristã pode muito bem ser algum Giovanni anônimo que morreu pobre (escolhi três homens de propósito, mulheres artistas são uma conquista muito recente, parabéns para nós). Mas o fato é que não faz sentido nenhum especular sobre a autoria dessas imagens.

Porque? Porque o que importa, nessas imagens, são as realidades tratadas por elas – realidades místicas, além do alcance humano. De animais selvagens à divindades barbudas, o que há de mais importante nessas imagens são as próprias imagens – o autor é o menos importante. Assinar uma pintura religiosa poderia ser considerado heresia – o pintor está se colocando em posição de maior importância do que os próprios santos a quem está retratando. “Mas eu passei anos amargando a fome e a pobreza em meu ateliê para conseguir pintar esses santos!” - gritou o artista injustiçado. “Mas o seu talento e seu esforço são presentes de Deus. Agora cale-se enquanto eu vou buscar os fósforos.” - disse o inquisidor.

Tanto as imagens dos egípcios quanto a dos católicos antigos segue um modus operandi específico – chamados na arte de cânones. Há um jeito certo para pintar essas figuras, um código simbólico a ser seguido à risca. O que importa quem criou as imagens? Todas ficarão muito parecidas umas com as outras, de qualquer jeito. Não havia muito espaço para um gênio individual. O leitor atento pode contestar: você usou uma pintura do século XVII. No século dezessete já havia artistas que pintavam quadros de teor mitológico-pagão e assinavam suas obras. É claro que sim, mas estes eram considerados hereges e eram perseguidos. O que nos leva à primeira pergunta crucial desse texto:

Quando e porque os criadores de imagens saíram do anonimato e passaram a assinar suas obras?

A resposta reside em algo como “a democratização das mídias”. Isso parece muito século-vinte-e-um, mas vou te mostrar que essas águas já rolaram. E vou pegar um exemplo da literatura, mas vai servir. Imagine um mundo onde imagens, textos e outros tipos de criação intelectual, em sua maioria, vinham a público de forma anônima, sem conhecermos os responsáveis pela sua criação. Por um lado, podíamos apreciar essas obras de maneira mais “isenta”, sem ligarmos as coisas a uma pessoa em específico. Por outro lado… vou deixar a palavra com Arthur Schopenhauer, falando sobre a crítica literária de sua época (século dezoito):

Todas as resenhas anônimas são suspeitas de mentira e falsidade. Por isso, assim como a polícia não permite que as pessoas andem pelas ruas mascaradas, não deveria ser admitido que elas escrevessem anonimamente. (…) Mas, na literatura, enquanto não existir essa proibição, todos os escritores dignos deveriam unir-se para proscrever o anonimato como o estigma de um desprezo público, incansável e diariamente expresso, demonstrando de todas as maneiras a noção de que escrever críticas anonimamente é uma indignidade e uma desonra. (…) Por isso, a cada vez que se faz referência a um crítico anônimo, mesmo que seja de passagem e sem reprovações, deveriam ser empregados epítetos como: “O canalha covarde e anônimo diz” ou “O patife anônimo disfarçado diz naquele jornal”, entre outros. Esse é, de fato, o tom razoável e apropriado para falar de tais camaradas, a fim de que o ofício que exerçam seja execrado.

Primeiramente, aprecie que pérola de texto bem escrito. Eu tirei de um livreto chamado A Arte de Escrever; toda a humanidade deveria lê-lo. Em segundo lugar, esse texto nos fornece um belo retrato dos problemas do anonimato: a partir do momento em que o discurso já não é mais homogêneo, alguém precisa ser responsabilizado. Michel Foucault escreveu um livro chamado O que é um autor? – eu me inspirei nesse livro para dar título a este ensaio. Vou citar um trecho em sinergia com o trecho de Schopenhauer:

Mas os discursos “literários” já não podem ser recebidos se não forem dotados da função autor: perguntar-se-á a qualquer texto de poesia ou de ficção de onde é que veio, quem o escreveu, em que data, em que circunstâncias ou a partir de que projeto. O sentido que lhe conferimos, o estatuto ou valor que lhe reconhecermos dependem da forma como respondemos a estas questões. E se, na sequência de um acidente ou da vontade explícita de um autor, um textos nos chega anônimo, imediatamente se inicia o jogo de encontrar o autor. O anonimato literário não nos é suportável: apenas o aceitamos a título de enigma.

Em seu livro, Foucault defende a tese de que os autores começaram a surgir na medida em que o discurso literário tornou-se passível de ser punido. Faz sentido – Schopenhauer estava verdadeiramente empenhado em trazer à luz escritores anônimos e torná-los responsáveis pelo que escreveram. Mas o que isso tem a ver com a democratização das mídias? Nós jamais poderíamos estar falando em literatura do século dezoito sem considerar este fator. Eu vou apresentar mais um retrato empoeirado pra vocês:

Gutenberg

Olá, meu nome é Gutenberg e eu vim profanar sua igreja

Eu me recuso a falar muito sobre Gutenberg, já que todos aprendemos sobre ele na escola (mesmo que com frases genéricas e desconectadas da realidade), mas, em um rápido 1-2-3, tentarei resumir os acontecimentos relacionados ao seu papel histórico:

  1. Até o ano de 1439, a produção de livros era praticamente 100% controlada pela Igreja; monges escreviam livros à mão e estes ficavam guardados em bibliotecas e eram valiosíssimos; tente imaginar uma “comunidade científica” nesses moldes;
  2. Gutenberg inventa a imprensa de tipos móveis, um mecanismo que permitia imprimir várias vezes o mesmo texto;
  3. Livros começam a ser produzidos não só apenas pela Igreja; editores independentes começam a surgir; a bíblia é traduzida do Latim para o Alemão; o domínio das escrituras não é exclusivo da igreja católica; etc.

Eis uma alternativa ao modo de criação canônico – criar sob um determinado conjunto pré-determinado de valores. Não coincidentemente, começam a surgir livros por aí, muitos deles escritos sem a chancela da religião; a ciência começará a florescer em um ritmo nunca antes experimentado a partir desse ponto. Democratização das mídias. Sim, um livro também é uma mídia. Você só pode ser fã de Steve Jobs se você não conhece história básica.

Isso aconteceu na Internet também, as pessoas se tornaram mais responsáveis com o tempo, no sentido de poderem ser associadas a uma pessoa do mundo físico, e serem punidas pelos seus atos. Antigamente, na década de 90, eu acessava a Internet por trás de um apelido como #~!!>d3d05<??~#. Tudo isso numa sala de bate-papo obscura. Hoje, você digita meu nome e sobrenome, vê minhas fotos, sabe onde vivo etc.

Quando eu era um pré-adolescente de 12 anos, um moleque da escola que me odiava (era recíproco), mas era maior e mais forte do que eu, veio um dia me ameaçar, ia me bater depois da aula. Nessa idade eu já tinha um website (e sofria o hoje chamado bullying por ser uma espécie de nerd), e eu falei para esse idiota que, se ele me batesse, eu iria publicar na Internet tudo o que eu sabia sobre ele que era digno de vergonha, inclusive a menina pela qual ele era apaixonado – tudo isso de forma anônima. Na época, publicar na Internet não era tão simples – eu sabia, e ele não. Resultado: ele desistiu de me bater. Hoje, eu levaria um soco na cara. Isso é diluição de poder, isso é democratização das mídias.

Você deve ter reparado que chegamos ao fim do texto e não falamos ainda em o que é um artista. É claro que chegaremos nisso, talvez no próximo texto, talvez eu tenha que escrever mais dois. Mas é importante ir com cuidado nesse assunto. Hoje apresentei alguns fatores que levaram à consolidação da identidade do artista. Antigamente, o que existia de mais próximo com o artista de hoje, era um artesão anônimo em função de uma força maior. Já estamos quase chegando na parte em que a merda é espalhada pelo enorme ventilador da tecnologia.

Você pode argumentar que estou fazendo recortes de história para compor um argumento, e eu não vou te contradizer, você está certo. Todos os autores fazem isso. Eu não posso lhe dar garantias que chegaremos a alguma espécie de verdade no final disso tudo, mas posso lhe assegurar duas coisas:

  1. Eu não fui pago para escrever isso, infelizmente;
  2. Eu não quero te vender nada. Nem meu site nem meu blog são veículos de propaganda, procure à vontade.

Próximo capítulo:

O que é um artista? Parte 2: o lápis da natureza