A morte do livro impresso, prólogo

Uma interface de usuário deve ser tão simples que o leigo, em uma emergência, possa compreendê-la dentro de dez segundos. – Theodor Holm Nelson (Ted Nelson, filósofo-visionário)

Parece que a era dos computadores feitos por quem não gosta de pessoas está começando a dar sinais de fraqueza. Não digo nem que está terminando, mas com certeza este é um duro golpe na antiga caricatura do mundo dos computadores. Esse estranho mundo de máquinas que travam e expelem mensagens bizarras com efeitos sonoros do tipo buzinas e vidros quebrando, metáforas bizarras de escritório como pastas, arquivos, lixeira, desktop etc etc. É claro que isso está um pouco longe de terminar; imagine o dia em que as pastas sumirem, que coisa. Achei uma coisa que me chamou a atenção na Internet, uma senhora de 100 anos, que não podia mais ler livros por causa de um glaucoma, voltou a ler num iPad da Apple. Devemos ressaltar a visível alegria e o entusiasmo da centenária, que aprendeu rapidamente a usar a interface do iPad, e desde então escreveu dois livros e cinco limeriques. Um golpe duríssimo nos fanáticos que preferem o mundo das linhas de comando e telas pretas com letras verdes (em qualquer fórum nerd existe pelo menos uma centena desses).
Mas isso não é nenhuma novidade para nós e os leitores deste site, não é mesmo? Ler o resto »

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Recadinho do Super Mario

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Exposição GRANDESOVOSNEGROS

http://dedos.info/expo – APAREÇAM
GRANDESOVOSNEGROS exposição de desenhos e xilogravuras

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Seu novo lugar para downloads artísticos

Pra quem não sabe, eu costumava compilar uma mega-lista de downloads de obras de arte e outras imagens aqui no blog, sob o título de Grande Lista. Estou lhes prestando o serviço de garimpar, em diversos meios na Internet, um conteúdo que possa ser útil a pessoas interessadas em arte em geral, tentando selecionar imagens de qualidade razoável ou boa, e agrupando-as em um mesmo lugar de fácil acesso. Para mim essas imagens foram muito úteis para estudar, e em minha breve atividade como professor, para mostrar imagens para os alunos sem ter que ficar passando livros ou imagens de qualidade duvidosa.

PORÉM, creio que todo esse material estava ficando sub-utilizado por não ter o destaque que merece aqui nesse espaço. Além disso, a tarefa de atualizar vários links de uma vez para que lista se tornasse relevante me enchia de preguiça. Por isso, criei um espaço no tumblr chamado art RIP onde estou colocando todo o tipo de downloads que os apreciadores de boa arte, música, literatura e poesia certamente vão curtir.

O tumblr tem várias vantagens, das quais a praticidade e a inserção imediata num sistema comunitário de tumblelogs são as mais notáveis. Atualizar o art RIP tem sido bem divertido. Estou aos poucos migrando a Grande Lista deste blog para lá, intercalando com links inéditos; quando todo o conteúdo aqui disponível estiver lá, eu removo a lista daqui. Vocês podem acompanhar todas as atualizações do art RIP seguindo o @dedosinfo no Twitter. Abraços.

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Situação banal com tempo suspenso

Vivo num quarto enorme. A distância da porta até a minha cama é de tantos passos que, quando chego até o leito, minha visão já está acostumada ao escuro faz tempo. Tenho que andar até a minha cama no escuro porque o interruptor fica ao lado da porta.

Além da minha cama, existem dezenas, talvez uma centena de camas dentro do quarto. Eu poderia muito bem deitar-me em qualquer uma delas, já que sou o único habitante do quarto. Mas não me parece correto, já que a minha cama, encaixada no canto diagonalmente oposto à porta, foi a mim designada em épocas imemoriais, e não há qualquer motivo para contrariar uma decisão tão simples e ingênua como a localização de uma cama.

Eu entro no quarto, apago o interruptor e caminho até a minha cama, inicialmente esbarrando em outras e tropeçando aqui e ali. Mas após alguns minutos, minha vista se acostuma e o caminho é mais rápido.

Após me deitar, e aquietar meu corpo e mente no silêncio e no escuro, escuto ao longe, muito longe, o ranger da porta abrindo. Tenho a impressão de ver um braço passando pelo vão da porta aberta. A luz se acende, e a porta se fecha. Levanto e começo a lenta e sonolenta caminhada em direção ao interruptor.

Isso acontece toda noite.

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